Esta é a última semana da Campanha de Vacinação contra Poliomielite, que teve início no dia 27 de maio e foi prorrogada até o dia 30 de junho. Pais e responsáveis devem reforçar a proteção das crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil, que é altamente contagiosa e é causada pelo poliovírus selvagem. A doença pode levar a uma paralisia irreversível (geralmente das pernas) ou até a óbito, quando a paralisia atinge os músculos respiratórios.
Em 2023, o Brasil foi classificado como de alto risco para a reintrodução do poliovírus pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC)4.
As gotinhas que entraram para a história da imunização ao eliminarem a poliomielite no Brasil estão com os dias contados. A partir deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a substituir gradativamente a vacina oral contra a pólio pela dose injetável, versão inativada do imunizante. Com a mudança, a vacina injetável, já utilizada nas três primeiras doses do esquema vacinal contra a pólio, será disponibilizada também como dose de reforço aos 15 meses de vida e a última, aos 4 anos de idade.
Por esse motivo, a orientação é que todas as crianças menores de 5 anos sejam levadas aos postos de saúde durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite para checagem da caderneta e atualização das doses, caso haja necessidade. Mesmo as crianças que estão com o esquema vacinal em dia, mas na faixa etária definida pelo Ministério da Saúde, devem receber as gotinhas ou doses de reforço.
Atualização da caderneta – Crianças, adolescentes, adultos e idosos devem manter o documento de vacinação em dia. Quem está com a caderneta de vacinação desatualizada coloca em risco não apenas a própria saúde, mas também pode se tornar um transmissor de doenças, em especial para as crianças e idosos, que são grupos mais vulneráveis.
Documentação – Para vacinação, é importante apresentar um documento oficial com foto ou registro da criança ou adolescente, o Cartão do SUS e o cartão ou caderneta de vacina.
Crédito de imagem: Breno Esaki - Agência Brasília